Sobre o som velho, moderno, o que arrepia e o assim assim bem como os outros todos

Confesso que não sou grande fã de hip-hop, mas não deixo de ouvir os «soundbytes» novos que aparecem tanto quanto possível. Não pude deixar de não colocar aqui este vídeo que descobri ao acaso. Aqui o som é puro, sem samples e sintetizadores, apenas um baixo, uma guitarra e uma bateria. Geralmente um fenómeno urbano, o hip-hop massificou-se nas grandes cidades como forma de expressão e de contra-cultura. Hoje não assumir o hip-hop como um movimento presente na cultura portuguesa é fechar os olhos ao que nos rodeia.Posso não gostar, mas não deixo de respeitar este fenómeno que se alastra pelas grades urbes. Se em Évora, cidade onde nasci e cresci, o hip-hop não teve grande expressão,contam-se pelos dedos da mão os intérpretes por cá, devido há quase inexistência de comunidades imigrantes, não deixo de atender a esta nova forma de expressão. Quando em Portugal começaram a aparecer as primeiras vozes de hip-hop, as referências eram quase todas estrangeiras, mais específicamnte, inglesas e norte-americanas. Hoje é de salutar o que o hip-hop tem feito pela língua portuguesa como instrumento vivo e arma de expressão. Perdeu-se a vergonha de se expressar em português, e isso parece-me muito positivo. É sinal que a língua não é uma coisa morta e que é uma coisa plástica e mutável que se vai transformando com o tempo.É sinal da vitalidade de uma cultura. Esta música, com uma mensagem muito positiva, mostra que a diversidade cultural só nos enriquece a todos e só assusta quem não está aberto aos outros.

 

publicado por JC às 18:48 | link do post
música: S.D.A. - O Amor Pode Mudar o Mundo
Sonzinho à maneira... Gostei!
Matovsky a 4 de Outubro de 2008 às 19:54
Hip-hop não é bem...

Não consigo estar muito tempo a ouvir músicas deste género, mas esta tua escolha é um pouco mais "light", sempre se tolera melhor.

Contudo, não se pode negar a sua "força" como forma de expressão, reacção e reinvidicação. Sempre com letras um pouco agressivas, que têm a inteção de questionar e protestar, acompanhadas de batidas fortes.

Nessa a 4 de Outubro de 2008 às 23:32
Loulé....
Loulé...
Moreira a 5 de Outubro de 2008 às 17:24
Boas, gostei do post, tenho so a dizer q há 2 guitarras uma electrica e outra acustica, um baixo, uma orgao e uma bateria.

esta música porém nao tem a intenção de questionar ou de protestar apenas de chamar a atenção para aquilo q podemos fazer com a nossa vida, e com o nosso amor.

abraço dos S.D.A.
Igor COimbra a 6 de Outubro de 2008 às 17:40
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Gosto mais desta versão.
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